Maya Haab
O ano solar Maya de 365 dias, dezoito meses
Os Signos
História e Origens
O Haab' é o ano solar dos maias e, como a sua irmã Tzolk'in, é genuinamente antigo — não uma reconstrução moderna, mas um calendário em uso que os maias mantiveram por pelo menos dois mil anos. Conta 365 dias: dezoito meses (winal) de vinte dias cada, o que dá 360, mais um breve mês final de cinco dias. Ordenava os assuntos reais da vida — a sementeira e a colheita, os mercados, o tributo e a cerimônia — e os nomes dos seus meses ainda ecoam as estações agrícolas.
Esses cinco dias que sobram no fim do ano têm um nome e um pavor próprios: o Wayeb'. Eram considerados perigosos, um tempo em que a fronteira entre o mundo humano e o além se tornava tênue. As pessoas ficavam em casa, evitavam riscos e deixavam os ritmos habituais em suspenso até começar o primeiro mês do ano novo. É um dos traços mais marcantes do sentido maia do tempo.
Os maias sabiam que a sua contagem solar não era perfeita. Como nunca inseriam um dia bissexto, o Haab' desliza lentamente em relação ao verdadeiro ano solar — razão pela qual os estudiosos o chamam de "Ano Vago". Ainda assim, emparelhado com o Tzolk'in de 260 dias, produzia algo elegante: o Calendar Round, um ciclo de cinquenta e dois anos ao fim do qual um dado dia Tzolk'in e uma data Haab' voltam a coincidir. Para os maias, a virada de um Calendar Round era um momento de real importância.
Portanto, sendo honesto: o Haab' não é um horóscopo, e os maias não liam a sua sorte a partir do mês de nascimento. É algo mais raro e, pode-se dizer, mais impressionante — um calendário solar preciso e indígena, mais antigo do que a maioria dos zodíacos deste atlas e construído inteiramente nas Américas, sem dever nada a Babilônia nem à Grécia. Quando damos aqui um signo Haab', estamos nomeando um dia num autêntico calendário antigo, não traçando um moderno signo astral.